O poder de mudar a realidade

Atualizado: Abr 28


A realidade tem muitas faces, dimensões e planos de existência. Existe a realidade coletiva planetária, a realidade das nações, as realidades culturais, as sociais, as indivíduais, as íntimas e as inconscientes . Um caleidoscópio onde uma fração vai se desdobrando da outra. Algo como uma pequena caixa, dentro de outra maior, que por sua vez está dentro de outra maior e assim sucessivamente.

Além de ser múltipla e interdependente, ela é transitória; embora em nós, seres humanos, temos certa tendência para o desejo de perpetuar ou cristalizar alguns tipos de realidades, sejam eles prazeirosas ou dolorosas. As cristalizações de realidades estão intimamente ligadas a padrões de crenças, que por sua vez acompanham cada uma das faces de suas expressões, ou seja, as crenças também se expressam de acordo com a dimensão de cada aparente realidade.

Outra característica fundamental é que sua manifestação passa por sete etapas: ela é criada, cultivada, vitalizada, entra em processo de expansão, para depois ser eclipsada pelo processo de cristalização, degeneração até a sua extinção.

Mas um aspecto central de tudo isso é: quem ou o que cria a realidade? De acordo com as sabedorias milenares, ela é criada pela mente. A mente divina cria as realidades incomensuráveis expressas pela natureza, cósmica e terrena. A mente humana co-cria as realidades pessoais e coletivas da humanidade. E a mente habita nosso íntimo, ou seja, é a partir do íntimo que tudo pode acontecer.

Quando digo isto, haverá alguns de nós, imediatamente, a rebater: "eu não criei essa realidade pandêmica". Infelizmente nós criamos sim, enquanto humanidade todos somos responsáveis por este cenário. Ele foi criado há algumas gerações atrás, pelo modo como geramos, coletivamente, a poluição, as guerras, os desequilíbrios ecológicos e sociais, etc. O fenômeno que é uma doença ter se manifestado em um vilarejo da China foi somente um gatilho disparado neste tempo-espaço, mas as causas são um entrelaçamento de situações, coisas e fatos do passado que foram delineando o atual momento. As realidades coletivas funcionam assim, são criadas por uma rede de ações sustentadas em determinadas idéias, crenças e comportamentos, que vão ganhando proporções diversas dentro de períodos também diversos. Claro que também há uma coletividade que não pensou e nem vitalizou as idéias que geraram este caos; mas elas não são por enquanto as dominantes.

É por isso que a sabedoria indígena diz que devemos refletir profundamente sobre nossos atos pois eles podem interferir por sete gerações, gerando impactos de acordo com aquilo que foi intencionado. Coletivamente nós estamos colhendo algo iniciado há sete gerações atrás. Se tivéssemos criado uma reflexão coletiva mais adequada pelas diversas áreas das inteligências e pensado sistemicamente, poderíamos estar nesse momento vivendo outras realidades e situações.

Quando nos tornamos mais conscientes deste poder, percebemos também que assim como os fatos externos influenciam em cada um de nós, pois são resultados de uma realidade gerada, nós também podemos influenciar os fatos externos, quando criamos alternativas. Tais possibilidades nascem primeiro em nosso íntimo, mas para isso temos que justamente desenvolvermos a capacidade da auto-observação de nosso íntimo, a ponto de conseguir descolar a dependência exclusiva do mundo exterior e assumirmos o comando do nosso mundo interior. A medida que dominamos essa "casa interior" em conjunto com a lapidação de nossa consciência para transformar experiências vividas em sabedoria mais capacidade desenvolvemos de passarmos a ser geradores de boas realidades.


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